A HISTÓRIA DO UNIVERSO DE DIABLO (ATUALIZADO)

Informações, tabelas, programas, guias e qualquer outro assunto relacionado a Diablo II e Expansão
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Galerinha!

Acredito que já foi falado muito sobre a história do jogo, porem em um post meu muito resumido. Diante disso eu realizei algumas pesquisas em diversos sites, livros, hqs e consegui montar um mais completo do que aqueles que encontro por ai.

A Criação
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No início, havia apenas uma única Pérola Perfeita, em que Anu residia. Anu era a soma de todas as coisas: o bem e o mal, a luz e a escuridão, física e mística, alegria e tristeza, tudo refletido através das facetas cristalinas de sua forma. E, no seu eterno estado de sonho, Anu se considerava imperfeito e buscando um estado de pureza total, Anu arrancou todo o mal que havia em seu ser. Toda a dissonância se foi por um tempo porem, com o passar das eras estas partes discordantes formaram o ser chamado Tathamet, O Mal Supremo.
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Esta criatura possuía a forma de um Dragão de sete cabaças formado de pura maldade e de tudo o que é vil. Apesar de separados, Anu e Tathamet ficaram amarrados dentro da Pérola Perfeita. Lá eles guerreavam um contra o outro em um conflito interminável de luz e sombra por eras incontáveis. Por fim, suas energias foram exaurindo após incontáveis milênios de conflitos, e em uma ultima tentativa de vitória, cada um realizou o golpe final. A energia desencadeada pela fúria de seus golpes causou uma explosão de luz e matéria tão vasta e terrível que fez nascer o universo, este evento ficou conhecido como o Nascimento da Criação.
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O Paraíso Celestial
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Anu, quando morreu, passou para um lugar benevolente além do universo, um paraíso do qual nada se sabe. No universo, como é conhecido, no entanto, seu legado permaneceu. O olho de Anu (Olho Cristalino) manteve-se no centro de toda a Criação, como o fundamento de todos os lugares, tempos e possibilidades, mais tarde o olho ficou conhecido como a Pedra do Mundo (Worldstone). A Espinha de Anu foi lançada para a escuridão primordial, onde se desacelerou e resfriou. Após incontáveis eras, a espinha de Anu formou o Arco Cristalino, em torno do qual o Paraíso Celestial fora formado. A partir do Arco Cristalino nasceram os anjos e arcanjos, seres de pureza e beleza extraordinária.
Estas grandiosas entidades eram guiadas por cinco lendários guardiões que formavam o até então imaculado Conselho Angiris:
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Tyrael (O Arcanjo da Justiça)
Auriel (O Arcanjo da Esperança)
Imperius (O Arcanjo da Bravura)
Itherael (O Arcanjo do Destino)
Malthael (O Arcanjo da Sabedoria)

O Paraíso Celestial é basicamente concentrado dentro da cidade de Prata, incluindo seus cinco domínios (um para cada membro do Conselho Angiris).

Tribunais de Justiça (domínio de Tyrael)

Jardins da Esperança (domínio de Auriel)
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Salões da Bravura (domínio de Imperius)

Piscinas da Sabedoria (domínio de Malthael)
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Biblioteca do Destino (domínio de Itherael)
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Os Infernos Ardentes
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Após a sua morte, o corpo de Tathamet, deu à luz aos sete Grandes Males, cada um sendo formado a partir de uma de suas cabeças, enquanto que o seu corpo criou a base dos Infernos Ardentes.
Os domínios dos Infernos Arderam, ao contrário do Céu, que tem fronteiras claramente definidas, estão em constantemente mudança, conforme a influência dos sete Grandes Males:

Males Supremos:
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Mephisto, Senhor do Ódio.
Baal, Senhor da Destruição.
Diablo, Senhor do Terror.

Estes três são os Males Supremos dos Infernos Ardentes que empunhavam o seu poder sob um obscuro triunvirato soberano. Os três irmãos governaram sobre os quatros Males Inferiores e todo o inferno com força bruta e maliciosa astúcia. São mais velhos e mais fortes que os Males Inferiores, sendo responsável por incontáveis vitórias contra os exércitos da Luz. Embora nunca mantivessem o domínio sobre as forças do bem por muito tempo, os três eram amplamente temidos por seus inimigos e aliados.
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Males Inferiores:
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Duriel, Senhor do Sofrimento.
Andariel, Virgem da Angustia.
Belial, Senhor das Mentiras.
Azmodan, Senhor do Pecado.

Estes são os nomes reais das divindades menores dentre os Grandes Males. Por incontáveis eras, cada um reinou sobre os seus próprios domínios dentro dos Infernos Ardentes, buscando sempre a dominação absoluta sobre seus irmãos. Enquanto os quatro Males Inferiores lutavam continuamente pelo controle das forças que habitam seus reinos, os três Males Supremos ostentavam o poder absoluto sobre a totalidade do inferno. Os Quatro Males Inferiores utilizavam sombrias e profanas medidas na busca pelo poder.

O Eterno Conflito
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Com o surgimento dos Anjos e dos Demônios, iniciou-se um conflito entre a Luz e as Trevas, conhecida como o Eterno Conflito. O vencedor desta guerra se levantará das cinzas do apocalipse para controlar toda a criação. Com esse objetivo, os anjos dos espaços celestiais aderiram a uma rigorosa disciplina militar. Os guerreiros Serafim atacavam os inimigos da luz com espadas embebidas na ira e na justiça honrada. Os anjos acreditavam que somente uma disciplina perfeita podia restaurar a ordem em todos os seus incontáveis reinos, enquanto os habitantes demoníacos dos infernos escaldantes pregavam que o caos absoluto era a verdadeira natureza de todas as coisas.

As batalhas do Eterno Conflito estenderam-se no tempo e espaço alterando frequentemente a própria estrutura da realidade. Desde o Arco Cristalino no próprio coração dos espaços celestiais até as Forjas Infernais, do mundo subterrâneo. Os guerreiros desta batalha viajavam para onde quer que o Eterno Conflito os leva-se. As proezas legendárias dos heróis dos níveis superiores inspiravam veneração e iluminações.

O maior desses heróis foi Izual, Tenente do arcanjo Tyrael e proprietário da Angélica lamina-runa Azurewrath. Certa vez, ele chefiou um ataque violento nas Forjas Infernais, no momento em que a criação da terrível lâmina demoníaca Shadowfang estava sendo concluída. Sua missão era destruir a ambos, a arma e aquele que a brandia, um ataque fadado a não se realizar jamais. Izual foi dominado pelas legiões do caos e perdeu-se tragicamente nas trevas.

Embora o Grande Conflito tenha ardido com mais calor e por mais tempo do que qualquer estrela do céu, nenhum lado logrou dominar o outro por muito tempo.


A Criação de Santuário
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Em meio às batalhas do Eterno Conflito, o anjo Inarius servia sob o comando do Tyrael. Ele era muito bem visto pelo conselho Angiris, por seus sucessos no campo de batalha.

Depois de séculos de guerra e de testemunhar incontáveis atos de brutalidade, Inarius chegou à conclusão de que o conflito era injusto e que tinha que chegar a um fim. Ele tentou fazer Tyrael ver seu ponto de vista, mas o arcanjo não se deixou influenciar. Inarius refletiu que ele não poderia ser o único, que tinha que haver anjos e demônios que também buscavam escapar do destino que tinha sido imposto a eles. Ele resolveu encontrar essas pessoas e levá-los a um novo começo.

Durante uma batalha na Fortaleza Pandemonium, Inarius foi derrubado, ferido e abandonado. Quando voltou a si, ele estava acorrentado nas prisões das Forjas Infernais. Durante o período que Inarius permaneceu preso, ele vociferou sobre seus desejos de ser livre do Eterno Conflito, com o intuito de buscar simpatizantes para a sua causa. Com o tempo a filha de Mephisto a demoniza chama Lilith libertou Inarius, e disse ao anjo que eles se encontrariam novamente. Inarius foi imediatamente cativado por ela.
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Lilith tinha sofrido com o ódio de seu pai e como Inarius, tinha esperado muito tempo uma oportunidade de se rebelar contra seus parentes. Os dois uniram forças, e até mesmo vieram a se apaixonar. Eles fizeram um pacto que escapariam do Eterno Conflito. Com o tempo eles conseguiram reunir muitos seguidores de ambos os lados. Juntos, eles rejeitam o Céu e o Inferno e buscaram um novo lar para viver.

Inarius e seus renegados tiveram acesso a Pedra do Mundo (Worldstone), localizada no fundo da Fortaleza Pandemonium. Eles conseguiram alterar a sua frequência e o alinhamento dimensional, usando seu poder para se esconder dos anjos e demônios que ainda lutavam no Eterno Conflito.

A Pedra do Mundo foi deslocada para uma nova dimensão. Lá, Inarius e seus seguidores criaram um mundo em torno dele. Um mundo de refúgio que eles chamariam de Santuário. As forças do Céu e do Inferno tomaram ciência do desaparecimento da Pedra do Mundo, mas não tinham ideia de onde estava ou quem a tinha tomado.

Longe das brigas de seus antigos aliados e inimigos, Inarius cria o Monte Arreat como uma espécie de escudo protetor ao redor da Pedra do Mundo. A partir daí, o resto do mundo seria formado.

Inarius secretamente enganou todos os outros renegados tomando o poder da Pedra do Mundo para si, dando a ele poderes inimagináveis o que fez dele o ser mais forte de Santuário e governante de fato.

Inarius e Lilith tinham feito o impossível, unir anjos e demônios e criar um mundo no qual eles poderiam coexistir. No entanto, quando ele viu Lilith dormir ao seu lado, o medo começou a crescer em Inarius, e ele acreditava que pagaria por seus pecados. Ele sabia que Santuário estava em paz por agora, mas não duraria para sempre.
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O Nephalem
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Em seu novo mundo, Lilith e Inarius viviam como um casal, e com o tempo tiveram um filho chamado Rathma. Eles foram os primeiros, mas não os últimos, e logo, uma raça inteira tinha tomado forma. Inicialmente eles foram chamados de “Os Antigos” porem, com o tempo, ficaram conhecidos como Nephalem. Esta raça era formada por seres perfeitos que possuíam habilidades mágicas impressionantes. De fato, eles tinham tanto potencial que poderiam rivalizar os poderes do Céu e do Inferno. Algo jamais presenciado no universo.
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(Rathma na sua forma verdadeira, segundo seus seguidores)

Diante do nascimento destes incríveis seres, uma discórdia surgiu entre Inarius e Lilith com relação ao destino dos Nephalem. Lilith queria criar e ajudar a desenvolver os poderes dos Nephalem para, assim, construir um exército poderoso o bastante para conquistar ambas as forças do Céu e do Inferno. Entretanto, Inarius os via como uma ameaça ao seu poder absoluto dentro de Santuário e almejava destruí-los.

Enfurecida pela ameaça de extinção de seus filhos, Lilith iniciou e deflagrou um plano para perseguir e aniquilar todo e qualquer anjo e demônio que habitava Santuário. No final de sua caótica perseguição, não havia mais nenhuma criatura viva em Santuário além dela, Inarius e os Nephalem. Conhecendo a Natureza de Inarius e sabendo que ele não suportaria uma existência de solidão eterna, Lilith conclui que aquela atitude, apesar de extrema, iria impedir Inarius de destruir os Nephalem, forçando-o a mudar de ideia.

Quando Inarius descobriu a carnificina que Lilith tinha causado, ele a enfrentou e a subjugou, exterminando grande parte dos Nephalens no processo, porem, ele foi incapaz de matá-la. Inarius então, a exilou no Vazio, um reino misterioso onde os seres ou entidades podem ser enviados por forças poderosas para serem presas por toda a eternidade. O vazio é descrito como sendo a escuridão sem fim, mais preta do que o preto e completamente vazia (como o espaço exterior, mas sem estrelas ou planetas). É um terrível destino para ser condenado.


A Origem da Humanidade
Inarius sendo o ultimo de sua espécie em Santuário e vendo que não conseguiria eliminar todos os Nephalem, alterou a Pedra do Mundo para fazer com que os poderes dos Nephalem diminuíssem ao longo do tempo. Em seguida, ele desapareceu, apesar de escritos do passado sugerirem que ele ainda caminhava entre os homens em uma forma semelhante à de seus filhos. Ele viu como sucessivas gerações de Nephalem diminuíram e tornaram-se o homem, e se propagaram por Santuário. Com o tempo ele veio a favorecer os mortais, pois, ao contrário dos Nephalem, ele não via os seres humanos como uma ameaça.
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Um ser humano (à esquerda) comparado a um nefalem (à direita) em tamanho

Rathma e os outros membros da primeira geração de Nephalem, como Bul'Kathos, Fiacla'Gear, Philios e Esu, mantiveram seus poderes sobrenaturais, apesar de todas as gerações posteriores precisarem de treinamento ou descobrirem a magia de alguma outra forma.

Muitos dos primogênitos foram destruídos por Inarius, durante a batalha contra Lilith. Isso levou Rathma a fingir sua morte e fugir para o misterioso reino Inferior, onde mais tarde descobriria a fonte de uma poderosa arte oculta. No reino inferior Ratman conhece Trag'Oul, um dragão que age como o Protetor de Santuário. Pouco se sabe sobre a origem de Trag'Oul, porem há antigos escritos que mencionam protetores como ele em outros mundos. Rathma se tornou o primeiro discípulo de Trag'Oul, que lhe ensinou a preservar o que ele chamava de Equilíbrio. Com o tempo os seguidores de Rathma deram origem aos Necromantes.
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forma fisica de Trag'Oul que tem uma certa semelhança com o do seu discípulo

Bul'Kathos e seu irmão Fiacla'Gear, compartilharam os segredos dos antigos sobre os mistérios abaixo do monte Arreat. Tomando para si a responsabilidade de colocar o seu povo para proteger esses mistérios e as profecias a respeito dos tempos sombrios a afrente. No entanto os irmãos discordavam em quais as doutrinas seus descendentes deveriam seguir. Bul'Kathos acreditava que deveria unir as tribos barbaras e treina-las em uma rigorosa disciplina marcial, para mantê-los fieis na proteção do monte Arreat. Fiacla'Gear, por outro lado, acreditava que somente através da obtenção de uma união espiritual com a terra, seu povo poderia apreciar a importância de seu papel. Ambos respeitavam o ponto de vista de cada um, e por isso resolveram trilhar caminhos diferentes.

Bul'Kathos uniu as tribos Barbaras do norte e tornou-se seu rei, ficando conhecido como o Rei Imortal. Fiacla'Gear, reuniu um pequeno grupo formado por grandes guerreiros e xamãs retirando-se para as florestas entorno da área conhecida como Scosglen. Lá ele e seu povo forjaram um novo modo de vida diferente de seus irmãos bárbaros, criando uma nova cultura e língua, dando origem a raça conhecida como Druida.

Philios era apaixonado pela Anja Lyncander, que voltou para o Paraíso Celestial quando Lilith massacrou anjos e demônios para proteger os Nephalens. Lyncander deu a Philios o Olho Cego, um objeto que permitia que eles se comunicassem, porem com o tempo ela pede para que Philios não o usasse mais, pois poderia alertar os outros anjos sobre a existência de Santuário. Philios vagou pelo mundo e com o tempo conheceu um mulher mortal chamada Askarra, com quem se casou e teve duas filhas gêmeas. As meninas cresceram e descobriram que o objeto conhecido como Olho Cego poderia ser usado para prever o futuro, e foi assim que sua cultura se desenvolveu com o Olho Cego no coração de sua sociedade. Da Irmã mais robusta descendeu as Amazonas.

O destino de Ezu é cheia de mistérios, porem alguns tomos fazem referencia ao O clã Mago Zann Ezu, que era predominantemente feminino, e seus membros eram conhecidos como Feiticeiras. O Clã Mago Zann Ezu era um dos mais antigos clãs de Santuário, embora pouco se saiba sobre elas, há relatos que séculos atrás, catorze poderosos clãs de Bruxas Esu se reuniram pela primeira vez em gerações. O que se discutiu não é conhecido, mas as bruxas deixaram para trás suas vidas anteriores e, como um grupo, desapareceram nas selvas orientais.

Com o passar das eras a humanidade se espalhou por Santuário, construiu cidades, desenvolveu sua cultura e etnias distintas. Este foi um período de relativa paz.
As culturas humanas eram divididas sobre dois pontos de vista. O primeiro delas é o misticismo, o estudo da ciência e da magia, e o desejo de se tornar o mestre de seu próprio destino. O outro ponto de vista é a fé, a visão de que a humanidade deve colocar sua confiança nos poderes além da compreensão mortal, para determinar seu destino e estabelecer diretrizes éticas e morais para viver. A proeminência de ambos os pontos de vista tem aumentado e diminuído ao longo do tempo.

Centenas de anos se passaram e as forças do Céu e Inferno permaneciam inconscientes à existência de Santuário.
Editado pela última vez por Malthael em 05 November 2019, em um total de 1 vez.
  • #1 » 1 month ago
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Trindade

Os humanos que buscavam o conhecimento da magia criaram os Clãs de Magos, um grupo formado por várias ordens dos mais poderosos feiticeiros e magos. Junto com a Aliança de Mercadores, os Clãs de Magos, com seu estimado Conselho de Clãs, praticamente formaram o Kehjan, uma grande cidade nas terras orientais do Santuário.
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Embora houvesse vários clãs, eles não formam uma única organização, na verdade os Clãs de Magos estavam constantemente brigando uns contra os outros, olhando para seus companheiros magos com desconfiança e ciúme. A aliança dos vários clãs era uma farsa. Os clãs eram constantemente sondando uns pelos outros, por sinais de fraqueza, que eles esperavam para explorar, a fim de obter influência e prestígio à custa dos outros clãs.

Com tempo os Magos tornavam-se cada vez mais poderosos. Entre eles havia um jovem chamado Harash, membro do Clã Vizjerei que tinha descoberto o poder de comandar os espíritos dos mortos. Com o tempo este mago aperfeiçoou esta técnica fazendo com que ele virasse uma lenda e elevasse o Clã Vizjerei a um dos três maiores Clã Magos de Santuário, passando a ser conhecido como o Clã Espírito. Mais tarde, os Vizjerei descobriram que os espíritos que eles invocavam, eram de fato, os demônios dos Infernos Ardentes.
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um membro do clã Vizjerei invocando um demônio

Enquanto conduzia suas forças nos campos de batalha Pandemonium, Mephisto reparou que os anjos estavam se retirando. Ele ordenou que suas forças fossem retiradas para que ele pudesse analisar a situação. Baal, perdendo a paciência, invadiu a Fortaleza Pandemonium e descobriu que a Pedra do Mundo havia desaparecido. Assim, o Eterno Conflito foi interrompido. Após algum tempo, os Males Supremos souberam de boatos, que falavam de demônios que haviam sido convocados em um novo reino por uma nova raça até então desconhecida. Eles sentiram a humanidade e o poder latente dos Nephalens, seus antepassados e perceberam o seu valor estratégico. O controle sobre santuário e sua população mortal poderia ganhar a vantagem decisiva no Eterno Conflito

Para não alertar os Altos Céus, as forças do inferno optaram por uma abordagem sutil. Eles criaram um culto chamado Trindade, que iria gradualmente atrair seus seguidores mais fundo na escuridão. A princípio parecia, um culto pacífico e inofensivo por fim tornou-se uma seita maligna, profana dedicada aos três Males Supremos. Na cabeça desse culto estava o Primus, o Pontifex Maximus. No entanto, o Primus era nada além de uma fachada, um disfarce usado pelo demônio Lucion, filho de Mephisto. A Trindade logo cresceu e se tornou um dos cultos dominantes de Santuário.



A Catedral da Luz
O espantoso crescimento da trindade chamou a atenção de Inarius que logo descobriu que não passava de uma armação criada pelos Males Supremos. Ele ficou com medo, não apenas por sua própria segurança, mas também de que seus filhos adotivos fossem descobertos pelo Paraíso Celestial. Para combater a Trindade, ele assumiu o manto de "O Profeta" e formou seu próprio evangelho, disseminando o culto denominado Catedral da Luz.

A Guerra do Pecado
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Com a criação da Trindade e da Catedral da Luz, a guerra secreta pelas almas da humanidade tinha começado, uma luta que viria a ser conhecido como a Guerra do Pecado.

As batalhas violentas da Guerra do Pecado ocorreram muitas vezes, mas raramente foram testemunhados pelos olhos curiosos do Homem. Apenas uns poucos "iluminados" eram conscientes dos seres sobrenaturais que caminhavam entre as grandes massas da humanidade.

Poderosos mortais surgiram e aceitaram o desafio da Guerra do Pecado, aliando-se com ambos os lados no grande conflito. Em meio a esta guerra, a Demoniza Lilith consegue se libertar de sua prisão e retornar a Santuário. Ela foi a primeira a ver o potencial dos Nephalens, para formar um exército e enfrentar os Altos Céus e os infernos ardentes, Lilith alterou o poder da Pedra do Mundo, com um feitiço, permitindo que os Nephalens pudessem desenvolver seus poderes novamente. Para iniciar seu exército ela escolhe um humano com grande poder chamado Uldyssian.

Uldyssian costumava ser um simples agricultor, que cuidava de sua fazenda, nos arredores da aldeia de Seram. Acostumado às dificuldades, ele perdeu praticamente toda a sua família devido uma praga, incluindo seus pais e vários de seus irmãos. Só Uldyssian e seu irmão mais novo Mendeln sobreviveram. Todas estas desgraças deixaram-no amargurado, e com grande raiva dos dois maiores Cultos que, apesar de suas promessas não puderam fazer nada para salvar sua família. Portanto Uldyssian tratava os emissários tanto da Catedral da Luz como da Trindade com hostilidade.

Uldyssian foi preso, acusado de assassinar dois emissários, que pertenciam à Catedral da Luz e um que pertencia ao Templo da Trindade, ambos encontrados brutalmente assassinados, Uldyssian não tinha nada a ver com isso, porem uma das vítimas foi encontrado com a faca de Uldyssian cravada em seu peito. Em algum lugar, antes da descoberta das vítimas de homicídio, Uldyssian conheceu a bela nobre Lylia. Ela havia fugido da cidade de Kehjan após sua família ser despojado de seu poder e riqueza, pela Catedral e pela Trindade. Embora muitos de sua família fossem jogados em masmorras de Kehjan, Lylia conseguiram escapar. Uldyissian, apaixonado pela aparição de Lylia, promete ajudá-la, porem ele não sabia que Lylia nada mais era que um disfarce da demoniza Lilith e que ela havia matado os emissários e posto a culta nele.


Durante seu tempo na prisão, seus estranhos poderes se manifestam pela primeira vez, como a porta de sua cela abre espontaneamente por si só.
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Uldyssian manifesta seu poder

Mais tarde, um emissário da Catedral da Luz chega para supervisionar o julgamento de Uldyssian. Quando o Mestre Inquisidor está prestes a declarar Uldyssian culpado pelos dois assassinatos, um raio o atinge matando-o. Uldyssian e Lylia conseguem escapar em meio ao caos. Durante sua fuga, Lylia torce o tornozelo, mas ela é misteriosamente curada quando Uldyssian coloca as mãos sobre os machucados. Não convencido que era seu poder que curou Lylia, Uldyssian tenta parar a tempestade que havia surgido nos céus de Seram e para seu espanto, a tempestade o obedece.

Para os habitantes da cidade, isso provava a culpa Uldyssian em ser um assassino e até mesmo seus amigos da vila ficaram contra ele. Uldyssian e alguns poucos amigos que ainda acreditavam nele, Serenthia, Achilios e seu irmão Mendeln fugiram da cidade. Lylia convence Uldyssian a usar seus poderes para derrubar tanto a Catedral como a Trindade, restaurando o livre-arbítrio para a humanidade. Eles decidem ir para a cidade de Partha.

Durante a sua estada em Partha Uldyssian revela aos habitantes da cidade local, o potencial de magia crua dentro de cada Humano. Percebendo que Uldyssian possuía imenso poder, Lucion o Pontifex Maximus da Trindade, despachou seu tenente de confiança, o sumo sacerdote Málico para capturar o agricultor e seus companheiros. No entanto, sem saber da presença de Lilith, o grupo de ataque foi esmagada e totalmente destruído, Málico volta para Lucion. Percebendo que sua irmã poderia ter voltado, Lucion entregou a seu tenente um galho de demônio, o que lhe permitiria remover o disfarce de Lilith.

Málico ataca novamente Uldyssian e seus seguidores, perto da cidade de Partha com um
poderoso grupo de mortos-vivos, porem falha novamente (desta vez deixando Málico morto pelas mãos de Lilith), Uldyssian decidiu deixar a cidade, depois de ser atacado. Lilith o seguiu, ainda sob o disfarce de Lylia, mas o feitiço de Lucion aos poucos se manifestou, revelando a verdadeira forma de Lilith a um Uldyssian horrorizado. Lilith derrotou facilmente o agricultor, deixando-o gravemente ferido fisicamente e espiritualmente ao revelar que ela tinha sido a responsável por todos os fatos ocorridos desde Seram. Ainda assim, Uldyssian recupera-se e se reuniu com seus companheiros, e juntos fogem para a selva da Toraja.

Lucion interveio pessoalmente, disfarçado como um garanhão branco, o demônio tentou atrair Uldyssian, porem seu irmão, Mendeln percebe que há algo de errado com o garanhão e avisa Uldyssian. Lucion tomando a forma do Primus procura mais uma vez convencer o agricultor a se juntar a ele. Depois de ambas as tentativas falharam, Lucion mudou de tática e ataca Uldyssian e seu grupo causando a morte de Achilios por uma de suas próprias flechas encantadas.

Depois de ver seu companheiro morrer seu verdadeiro poder desperta em uma explosão de raiva. Lucion finalmente revelou sua verdadeira forma: um demônio horrível, réptil com cascos e três caudas, coberto de escamas espessas. Mas mesmo como um poderoso demônio, Lucion acabou por ser dominado pela força e habilidades de Uldyssian. Como último ato desesperado o demônio ofereceu sua obediência e subserviência ao agricultor, mas tudo em vão e Uldyssian mata Lucion.

Uldyssian e seus seguidores se dirigiram para a cidade de Toraja, onde pretendiam levantar um exército, a fim de derrubar tanto a Trindade como a Catedral.

Uldyssian começou a converter pessoas, despertando seus poderes latentes e criando uma nova geração de Nephalens, estes seguidores de Uldyssian ficaram conhecidos por Edvrem. Com o seu exército de Nephalens, Uldyssian começou uma campanha sistemática para destruir tanto a Trindade como a Catedral de Luz. No inicio este movimento trouxe uma vantagem para Inarius, pois a Trindade foi a primeira a sentir a ira dos Edyrem e foi destruída. Inarius sabendo do retorno de Lilith iniciou uma caçada a sua antiga companheira, localizando-a e a banindo para o Vazio novamente, porem desta vez tomou providências para garantir que ela não pudesse retornar.

Com a destruição da Trindade, a Catedral da Luz passou a ser o alvo de Uldyssian e seus seguidores.

A Batalha do Caminho Dourado
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Uldyssian vs Inarius

A Batalha do Caminho Dourado foi o confronto final entre Uldyssian e Inarius. Uldyssian e os Edyrens atacaram o templo principal da Catedral da Luz. Eles foram emboscados por vinhas magicamente reforçada. Isto levou à morte de vários dos seguidores de Uldyssian. Enfurecido, Uldyssian desencadeou seu poder bruto sobre as vinhas, destruindo as plantas em um mar implacável de fogo, transformando os campos que rodeavam a Catedral em um grande deserto de terras cinza.

Foi então que o exército principal de inquisidores da Catedral, liderado pela donzela guerreira Oris, que estava na realidade possuída pelo Sumo Sacerdote Málico, atacaram os Edyrens. Os inquisidores foram abençoados por seu Profeta com fervor e zelo santo tornando-os mais perigosos. A batalha foi acirrada e os Edyrens foram duramente pressionados para manter a sua posição. Inarius ajudou seu exército através da criação de uma saraivada de picos gelados. Isso só serviu para enfurecer Uldyssian ainda mais, que sozinho destruiu o exército Inquisidores restante.

Com a morte dos Inquisidores da Catedral da Luz, Inarius finalmente desceu de sua torre e confrontou Uldyssian e seu exército. Inarius usou pela primeira vez a sua presença avassaladora como um anjo em uma tentativa de converter os Edyrens para o seu lado. Uldyssian rapidamente usou seu vínculo com seus seguidores e impediu Inarius de convertê-los. Inarius e Uldyssian entraram em confronto no que se tornou um duelo épico, destruindo o Grande Templo da Catedral da Luz no processo. Os Edyrens não receberam um descanso, pois durante a batalha entre Uldyssiam e Inarius, tanto o anfitrião celestial e as Legiões Infernais chegaram a Santuário, prendendo os seres humanos entre as forças de colisão. Os Edyrens fizeram uma oposição corajosa, lutando contra Anjos e Demônios como iguais, porém Serenthia e Achillios, amigos mais próximos de Uldyssian são mortos em batalha com os anjos.
Inarius possuía o poder da Pedra do Mundo, sendo exponencialmente mais poderoso do que um anjo normal, porem Uldyssian conseguiu se igualar em poder. Isso fez com que Inarius perdesse a confiança. Em sua loucura, Inarius estava apenas preocupado em destruir Uldyssian não importando o custo, ignorado os exércitos dos anjos e demônios. Uldyssian, entretanto estava distraído pelos exércitos e Inarius aproveitou a oportunidade. Inarius agarrou o humano para dar o golpe final, mas todo o corpo de Uldyssian se infundiu em energia. Inarius percebeu que Uldyssian estava alterando a essência da Pedra do Mundo, destruindo o vínculo que partilhava com Inarius. Sem o seu vínculo com a Pedra do Mundo, Inarius ficou drasticamente mais fraco e Uldyssian derrotou facilmente, o anjo renegado.
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Com mais uma exibição de incrível da força, Uldyssian conseguiu empurrar para trás os dois exércitos invasores, a seus respectivos reinos. Mas os poderes que Uldyssian possuía, vinha crescendo cada vez mais e fora de controle. Algo que Uldyssian só começou a perceber quando o mundo inteiro começa a desintegrar-se e tremer, enquanto ele tentava, em vão, impedir que isso acontecesse, ele percebeu que o seu poder, estava destruindo o mundo. Em uma última tentativa desesperada, tenta absorver toda a energia que voava violentamente ao redor do mundo. Uldyssian consegue conter a energia, porem por pouco tempo, ele procura por um lugar para lançar esta grande energia, neste momento Trag-oul fala com ele, dizendo-lhe de um lugar, onde ele poderia liberar essa energia. Uldyssian revive Achillios e Serenthia seus dois melhores amigos que tinham ambos falecidos na batalha final, antes de se teleportar para o local sugerido e liberar seu poder em uma explosão deslumbrante de pura energia. Naquele momento ele se torna algo mais, aparentemente bem próximo de um Deus e transcende para algo ainda maior antes de morrer no sentido físico.

No final, a batalha terminou em um tipo de vitória ou pelo menos empate entre os Edyrens, e os Altos Céu e as forças dos Infernos Ardentes. Diante do sacrifício de Uldyssiam o Conselho Angiris reúne-se para decidir o destino dos Nephalens. Imperius vota pelo extermino dos Nephalens, Mathael se abstêm de votar o que foi considerado como um voto contra os Nephalens, Auriel e Itherael votaram a favor dos Nephalens. Tyrael que no inicio achava que os Nephalens deveriam ser mortos, muda o seu ponto de vista após o sacrifício de Uldyssian e vota a favor deles. Com apenas um voto de diferença o Conselho Angiris decide que os Nephalens deveriam ser poupados. Os Males Supremos e o Conselho Angiris concordaram por um armistício entre os Altos Céus e Infernos Ardentes permitindo que os Nephalens pudessem amadurecer e decidir por si mesmos de que lado eles iriam ajudar. Neste acordo, Inarius foi levado em custódia por Mephisto, presumivelmente para ser torturado por toda a eternidade e todos os Edryens sobreviventes tiveram suas memórias apagadas pelo Conselho Angiris com a notável exceção de Mendeln. Tyrael diz aos Edyrens que Uldyssian "será lembrado" como aquele que terminou a Batalha do Caminho Dourado, e o salvador de seu mundo e de seu povo.
Editado pela última vez por Malthael em 05 November 2019, em um total de 1 vez.
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Zakarum
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O Sacrifício de Uldyssiam criou um fenômeno que só pode ser visto por aqueles em meditação profunda. Entre estes estava Akarat um asceta que alegou ter sido visitado pelo anjo Yaerius, que lhe revelou os ensinamentos do que viria a formar a base da ordem religiosa conhecida como a “Ordem dos Zakarum”, também conhecido como o "Igreja Zakarum" e "Religião da Luz”. Esta religião era dedicada ao culto da Luz, mas muitas vezes, a sua fé levou ao fanatismo. Seus ensinamentos pregavam a necessidade de resistir a todas as coisas mas, com total devoção, a Luz. O anjo nomeou Akarat para ser o profeta desses novos ensinamentos, e ordenou-lhe que espalha-se a palavra por Santuário. O anjo que Akarat nomeou como Yaerius que significa "filho da luz", nada mais era do que um eco do fenômeno causado pelo sacrifício de Uldyssiam.
Ao longo dos anos seguintes, os ideais de Akarat foram se espalhado pelas ruas das cidades de Kehjistan por alguns devotos. Akarat nunca tinha dado um nome a suas crenças, pois ele nunca teve a intenção que eles se tornem uma instituição real. Mas, mesmo assim, o termo "Zakarum" entrou em uso neste período, um termo usado para descrever aqueles que seguiam os ideais de Zakara, ou "luz interior". Com o uso de tal nome, ficou claro que os seguidores de Zakarum estavam se tornando um grupo organizado.

Parte 12

A Guerra dos Clãs de Magos

Bartuc e Horazon eram irmãos e feiticeiros extremamente talentosos do Clã Vizjerei. Seus talentos fizeram com que eles alcançassem o mais alto escalão do Conselho Superior Vizjerei. Com mais poder veio privilégios... e a fome para mais. Os irmãos tiveram acesso ao santuário mais íntimo da Biblioteca Vizjerei, onde as magias mais fortes e mais poderosas foram alojadas para evitar mortais de usá-las.

O Vizjerei tinha um código de conduta que não permitia que seus membros tivessem qualquer contato com os Infernos Ardentes ou com os Altos Céus. Mas os irmãos, tendo ganho tanto poder, tinham a sede de aprender mais... para ganhar mais. Eles estudaram os tomos antigos dentro do santuário e começaram a interagir diretamente com os poderes das trevas dos Infernos Ardentes. Os Males Supremos tomaram conhecimento do poder dos irmãos magos e concordaram em ajudar em sua sede de poder, enviando seus demônios para servi-los.
Os irmãos pensaram que os próprios Males Supremos tinham medo deles, mas mal sabiam que estavam sendo enganados.

Com seus novos animais de estimação, Horazon preferiu convocar demônios e quebrar-lhes a sua vontade e escravizá-los enquanto que Bartuc criou proximidade com os demônios, apesar das advertências de seu irmão, ele foi o primeiro a ser corrompido por eles e seus poderes, mas ele eventualmente tornou-se tão poderoso que até mesmo a maioria dos demônios o temia.

Como a notícia de seus novos animais de estimação e o medo dos Males Supremos, os irmãos ganharam muitos seguidores, cada irmão possuía uma multidão de seguidores ávidos que praticavam sob a esfera de seus mestres a demonologia.

A invocação de demônios pelo Clã Vizjerei irritou muito os clãs Ennead e Ammuit, pois a convocação de demônios levou à Guerra do Pecado. Temendo que o Vizjerei voltasse a mergulhar o mundo em uma era de Trevas e Escuridão, os dois clãs menores formaram uma aliança e tentaram acabar com o Clã Vizjerei.

Horazon preocupado com seu irmão aconselhou Bartuc a deixar de ir aos demônios que ele controlava e praticar os fluxos mais sutis dos elementos que os Vizjereis, eram mestres, mas Bartuc, não estava disposto a deixar seu fluxo quase infinito de magia ir, não quis seguir o desejo de Horazon. Ele declarou aos seus seguidores que seu irmão queria destruir o seu trabalho, a fonte da magia que os fez tão poderosos. Este evento ocasionou o início da Grande Guerra dos Clãs de Magos.

Os dois irmãos e seus seguidores iniciaram uma guerra brutal, de um lado Horazon auxiliado por sua experiência e poder controlado, enquanto do outro estava Bartuc, ajudado pela influência corruptora dos Males Supremos. Para ajudar Bartuc em sua batalha, os Males Supremos forjaram uma armadura vermelho sangue, que lhe permitiria retornar do inferno. Este fato finalmente completou sua corrupção, e Bartuc começou a ser conhecido por sua crueldade e sede de sangue, tanto de humanos como o de demônios, passando a ser conhecido como o Sanguinário Senhor da Guerra.

A batalha se alastrou pelas areias de Aranoch, os seguidores de Horazon uniram força com os Clérigos de Rathma e conseguiram uma vantagem contra os seguidores de Bartuc. Horazon, juntamente com alguns de seus seguidores encurralaram Bartuc nos grandes salões da Viz-jun, onde o Sanguinário Senhor da Guerra foi derrotada, de uma vez por todas com o poder estrondoso de feitiços de Horazon.

Após a morte de Bartuc e o fim da guerra dos Clãs de Magos, o Clã Vizjerei criou uma ordem secreta conhecida como Viz-Jaq’Taar ou simplesmente Assassins, cuja a sua única missão era eliminar magos corruptos que usassem a magia demoníaca. A ordem permanece velada em segredo, e poucas pessoas, mesmo entre os Clãs de Magos, sabem de sua existência. No entanto, o mero boato de sua existência tem sido suficiente para impedir que muitos magos caiam em tentação.

Parte 13

O Exílio dos Males Supremos

Com a ascensão do Homem e subsequente paralisação do Grande Conflito, os Três Males Supremos começaram a dedicar suas energias para a perversão das almas mortais, desrespeitando o acordo com os Altos Céus. Entre muitas de suas interferências no mundo de Santuário, a Guerra dos Clãs Magos foi a mais sangrenta de todas. Eles se deram conta de que o homem era a chave para a vitória no Eterno Conflito. Esta mudança fez com que muitos dos demônios menores questionassem a autoridade dos Três, e isso trouxe um grande abismo entre os Males Supremos e seus servidores.

Em sua ignorância, os Males Inferiores começaram a acreditar que os Males Supremos estavam com medo de continuar a guerra contra o céu. Frustrados pelo cessar da guerra, Azmodan e Belial viram a situação como uma oportunidade de derrotar os Males Supremos e assumir o controle do inferno. Os dois senhores demônios fizeram um pacto com Andariel e Duriel, assegurando-lhes que a praga maldita da humanidade não interferiria na vitória definitiva dos filhos do inferno. Azmodan e Belial elaboraram um plano para acabar com o impasse, e finalmente cavalgar a crista sangrenta do Eterno Conflito diretamente para os braços do Armageddon. Assim, uma grande revolução foi colocada em movimento, levando o inferno a uma guerra contra os Males Supremos.

Os Irmãos combateram com toda a selvageria do Mundo Inferior, e para o seu crédito, aniquilaram um terço das legiões traiçoeiras do inferno. No final, no entanto, eles foram derrotados pelos exércitos liderados por Azmodan e Belial. Os Males Supremos, enfraquecidos e sem corpo, foram banidos para o reino mortal, onde Azmodan esperava que eles permanecessem presos para sempre. Ele acreditava que com os Três liberados sobre a humanidade, os Anjos seriam obrigados a dirigir seus esforços para o plano mortal, deixando assim as portas do Céu abandonadas e indefesas. Aqueles poucos demônios que prometeram lealdade aos Três Irmãos escaparam da ira de Azmodan e Belial, fugindo para o reino do homem em busca de seus mestres perdidos.

Após a derrota dos Males Supremos, Azmodan e Belial começaram a discutir sobre qual deles tinha a autoridade superior. O pacto que eles tinham feito aos poucos foi se desfazendo, levando o inferno a uma nova batalha. As legiões do Inferno que restaram, dividiram-se, lançando-se em uma sangrenta guerra civil.

Nos dias antigos, antes do surgimento dos impérios ocidentais, as sombrias e terríveis entidades conhecidas como os Males Supremos, foram exiladas no mundo dos homens. Estas entidades eternas vagaram em todo o mundo desperto e alimentando-se do desejo dos homens, deixando caos e atrito em seu rastro. Os Males Supremos viraram pai contra filho e conduziram nações em guerras brutais e mesquinhas. Seu exílio do inferno os deixou com uma fome insaciável de trazer sofrimento e dor a todos os que não se curvaram diante deles, e assim os Três Irmãos devastaram as terras do Extremo Oriente por incontáveis séculos.

Parte 14

Os Horadrim

Tyrael descobriu que os Males Supremos andavam por Santuário, e resolveu interferir mesmo sabendo que desobedeceria a um acordo feito entre o Conselho Angiris e os Infernos Ardentes. Tyrael não informou aos demais anjos sobre os acontecimentos, pois sabia que se os membros do Conselho Angiris, soubessem que os Males Supremos estavam em Santuário, eles iriam decidir pelo extermínio dos Nephalens.

Tyrael reuniu um número de magos e feiticeiros, procedentes de diversos Clãs de Magos do Oriente. A grande maioria destes magos escolhidos por Tyrael eram os antigos seguidores de Horazon, que após a morte de seu irmão, os abandonou e não foi mais visto em Santuário, deixando o Clã Vizjerei praticamente destruído. Este grupo de magos reunidos por Tyrael criaram uma ordem secreta chamada Horadrim em homenagem ao poderoso Mago Horazon. Os Horadrim tinham a certeza que os seus magos nunca se corromperiam como os irmãos Vizjerei.
O mago Tal Rasha foi nomeado como líder deste grupo, Tyrael confiou a eles três Pedras das Almas (soulstones), que possuíam o poder de conter a essência dos Males Supremos. As Pedras das Almas foram criadas a partir de fragmentos da Pedra do Mundo, suas cores eram: Safira, Âmbar e Rubi. O mago Zoltun Kulle foi escolhido para transportar as pedras e usá-las para capturar os demônios. Os Horadrim foram capazes de rastrear cada um dos três irmãos.

Mephisto foi o primeiro dos três a ser capturado. Ele foi encontrado em um dos centros urbanos de Kehjistan. A luta custou muitas vidas inocentes, mas os Horadrins conseguiram derrotar o Senhor do Ódio e aprisionar a sua essência dentro da Pedra da Alma. Em seguida, ele foi confiado aos Sacerdotes de Zakarum. Tal Rasha que tinha uma afinidade com os monges da fé, acreditava que eles eram as únicas pessoas que poderiam ser de confiança para guardar a Pedro da Alma com a essência de Mephisto. Os Zakarumites construirão um templo em que eles poderiam salvaguardar a Pedra da Alma de Mephisto. Foi nas selvas da Kurast que, assim, fundaram o que viria a ser conhecido como Travincal. Este lugar humilde de adoração, mais tarde, se transformou em uma cidade enorme e o templo de Zakarum no coração da civilização oriental.

Baal se refugiou na cidade de Lut Gholein onde entrou em conflito com os Horadrim. Ao longo da batalha, a Pedra da Alma destinado a conter Baal foi destruída, alguns dizem que pelo próprio Baal, outros que pelos Horadrim (particularmente Zoltun Kulle). Seja qual for o caso, Baal foi preso na Pedro da Alma, mas ficou claro que ela não poderia contê-lo para sempre.
Tal Rasha sabendo que um coração mortal poderia servir como um substituto da Pedra da Alma, mergulhou a pedra em seu coração, transferindo a essência de Baal para o corpo do mago. Tyrael lhe assegurou que o seu sacrifício não seria esquecido, e conduziu os magos a um túmulo sob as areias do Aranoch. Lá, os Horadrim construíram uma prisão, Tal Rasha foi algemado, acorrentado e enterrado no fundo de uma tumba sob o deserto. Tristemente, os Horadrim partiram, deixando Tal Rasha em uma luta com espírito de Baal por toda a eternidade.

Finalmente, depois de uma década de perseguição, os Horadrins confrontaram Diablo nas terras de Khan duras. Eles conseguiram derrotar Diablo e aprisiona-lo na Pedra da Alma. A Pedra foi escondida dentro de um sistema de cavernas labirínticas perto do rio Talsande. Tyrael compareceu perante o Horadrim uma última vez, elogiando-os por ter alcançado uma vitória, apesar de suas perdas. Ele declarou que a Pedra deveria ser protegida, para isso, os Horadrins construíram um monastério acima do local onda a Pedra da Alma, que possuía a essência de Diablo, havia sido escondida.

Parte 15

As Terras de Khanduras

Com o passar dos anos a ordem secreta dos Horadrim, começo a diminuir. Como não havia mais demônios para combater e poucos descendentes para seguir a ordem, os Horadrim acabaram se extinguindo, e com eles o conhecimento sobre os Males Supremos e as Pedras das Almas.

Anos depois que o ultimo Horadrim morrera uma sociedade grande e prospera cresceu nas terras do Ocidente. À medida que o tempo passou, muitos peregrinos orientais estabeleceram-se nas terras ao redor de Khanduras, e logo fundaram pequenos reinos autônomos. Alguns destes reinos disputavam com Khanduras a posse de propriedades ou as rotas do comercio. Estas disputas não foram suficientes para perturbar a duradoura paz do Ocidente, e o grande Reino Nórdico dos Confins do Ocidente provou ser um grande aliado de Khanduras, quando as duas terras se associaram firmemente em empresas de troca e de comercio.

Durante este período, a religião da luz, conhecida como Zakarum, começou a ganhar importância no Oriente, a Igreja decretou que as visões de Akarat deveriam ser espalhadas por todo o mundo conhecido, a fim de resgatar as massas. Assim, a Igreja selecionou um grupo de seus padres mais carismáticos e devotados e os enviou em missão para converter o povo do Ocidente.

Infelizmente, a Igreja não tinha preparado estes homens para os rigores da viagem, nem os perigos do mundo. Os sacerdotes que sobreviveram as suas missões contaram contos de tempo severo, materiais inadequados, ataques de bandidos e até mesmo encontros com monstros horríveis. Para garantir o sucesso de futuras missões, a igreja começou a treinar guerreiros santos, os paladinos, para acompanhar e salvaguardar os seus missionários. Na prática, estes "Protetores da Palavra" provaram ser mais bem sucedidos em converter os povos nativos que os sacerdotes que eles foram designados para defender. Impressionando os locais com ações ousadas, armas poderosas e conhecimento marcial, sendo muito mais convincente do que as condenações dos monges de fala mansa. No entanto, uma vez que o mundo havia sido estendido para todas as grandes cidades do Ocidente, os "Protetores da Palavra" não eram mais necessários e foram esquecidos.

Algumas décadas mais tarde, paladinos foram novamente postos em serviço. Durante o período do Tempo das Perturbações, a Igreja iniciou uma segunda campanha de conversão. Os Inquisidores de Zakarum espalharam-se pelas terras como uma tempestade, devastando todas as suspeitas de possessão demoníaca ou corrupção. Liderando essa cruzada, estava uma nova geração de paladinos, conhecida como a Mão de Zakarum. " Estes cavalheiros da retidão varreram as terras, expurgando o veneno da contaminação demoníaca onde quer que eles encontraram.

Com o passar dos séculos Mephisto aprendeu a dominar a Pedra da Alma, espalhando a sua vontade, conseguindo influenciar e corromper os sacerdotes de Zakarum. Ele os obrigou a criar o Orbe Convincente, então ordenou ao Alto Conselho que quebrassem a Pedro da Alma. Seis fragmentos da Pedra da Alma foram fixados na palma da mão esquerda dos Sacerdotes do Alto Conselho. O sétimo e maior fragmento foi impulsionado em Sankekur, que se tornaria a personificação viva de Mephisto, deformado em uma aproximação do verdadeiro rosto de seu mestre. Mephisto usou seus seguidores recém-descobertos para adquirir-lhe poder e nutrição na forma de sacrifícios humanos.

Parte 16

Mephisto conseguiu espalhar a sua influencia sobre os Zakarumites. E aos poucos começou a corromper os seguidores de Zakarum. Ele ordenou que o Sacerdote Lazarus fosse para Tristam em Khanduras, onde ele sabia que seu irmão Diablo estava preso. Lazarus convence Leoric, um devoto seguidor de Zakarum, a viajar para às terras de Khanduras, e em nome de Zakarum, declarar-se rei. Leoric era um homem profundamente religioso e trouxe com ele muitos cavaleiros e sacerdotes, que integravam a ordem da luz e rumaram para a cidade de Tristram. Ele apoderou-se do antigo e decrépito monastério nos subúrbios da cidade e fez dele a sede de seu governo. A escolha do monastério foi ideia de Lazarus, que queria acessar as catacumbas no subsolo da catedral para poder encontrar a Pedra da Alma de Diablo.

Embora os homens livres de Khanduras não estivessem satisfeitos com o domínio súbito do rei estrangeiro, Leoric sérvio os com justiça e força. Finalmente, as pessoas de Khanduras aprenderam a respeitar o bondoso Leoric, percebendo que ele procurava somente guiá-los e protegê-los contra a opressão das trevas.
Pouco tempo depois de Leoric ter se apossado de Khanduras, uma força a muito adormecida despertou nas escuras reentrâncias debaixo do monastério. Percebendo que a liberdade estava a seu alcance, Diablo infiltrou-se nos pesadelos do arcebispo e atraiu-o ao labirinto subterrâneo e escuro. Lazarus correu por entre os corredores abandonados, até que, finalmente, chegou à câmara das pedras das almas flamejantes. Sem qualquer controle sobre seu corpo ou espírito, ele alçou a pedra acima de sua cabeça e arremessou a pedra das almas no chão. E foi assim que Diablo mais uma vez penetrou no mundo dos homens. Embora ele estivesse livre de sua prisão no interior da pedra das almas, o senhor do terror ainda se sentia extremamente enfraquecido devido ao seu longo sono.

Diablo precisava de uma ancora no mundo, encontrar uma forma mortal para poder começar a reivindicar seu vasto poder. O grande demônio avaliou as almas que residiam na cidade acima e escolheu tomar a mais forte delas, a do Rei Leoric.

Por muitos meses, o Rei Leoric vinha secretamente lutando contra a presença do demônio que perturbava seus pensamentos e emoções. Sentindo que tinha sido possuído por algum mal desconhecido, Leoric escondeu seu obscuro segredo de seus sacerdotes, esperando que, de alguma maneira, sua própria honradez devotada fosse suficiente para exorcizar a corrupção que crescia dentro dele, mas ele estava redondamente enganado. Diablo despojou Leoric do âmago do seu ser pulverizando toda a honra e a virtude da sua alma. Lazarus sabendo o que esta acontecendo não saia do lado de Leoric em nenhum momento, ele esforçou-se para ocultar da ordem da luz os planos de seu novo mestre, esperando que, desta forma, o poder do demônio crescesse bem protegido no meio dos servos de Zakarum.

Parte 17

Os sacerdotes de Zakarum e os cidadãos de Khanduras reconheceram a mudança perturbadora em seu soberano. Seu aspecto, antigamente orgulhoso e ríspido, tornou-se distorcido e deformado. O rei Leoric tornou-se mais e mais perturbado, ordenando a execução imediata de qualquer pessoa que ousasse questionar seus métodos ou sua autoridade. Em seguida, começou a mandar seus cavaleiros para outras aldeias, a fim de submeter seus moradores pela intimidação. O povo de Khanduras, que tinha aprendido a reconhecer a honradez de seu governante, começou então a chamá-lo de rei negro.

Levado a beira da loucura pelo senhor do terror, o rei Leoric indispôs-se pouco a pouco com seus amigos e conselheiros mais íntimos. Lachdanan, capitão dos cavaleiros da ordem da luz e herói de Zakarum, tentou discernir a natureza do deteriora mento do espírito do seu rei. No entanto, a cada oportunidade, o arcebispo Lazarus despistava Lachdanan e advertia-o por questionar os atos do Rei. A tensão aumentou entre os dois até que Lazarus acusou Lachdanan de trair o reino. Para os sacerdotes e os cavaleiros da corte de Leoric, a idéia de Lachdanan cometer uma traição era ridícula. Os objetivos de lachdanan eram honrados e justos, e logo, muitos começaram a questionar a sanidade de seu Rei, que tanto amavam antes.

A loucura de Leoric foi se tornando mais e mais obvia a cada dia que passava. Sentindo que os conselheiros da corte estavam suspeitando cada vez mais da repugnante traição, Lazarus procurou desesperadamente conter o deteriora mento das coisas. Num golpe de mestre, convenceu o delirante Leoric de que o reino dos Confins do Ocidente estava conspirando contra ele, planejando secretamente destrona-lo e anexar Khanduras a suas próprias terras. Leoric teve um ataque de fúria e convocou seus conselheiros. Manipulado pelo arcebispo, o rei demente declarou então estado de guerra entre os reinos de Khanduras e Westmarch.
Leoric ignorou os conselhos e avisos de seus conselheiros. O exercito real de Khanduras foi mandado ao norte, para começar uma guerra na qual não acreditavam. Lachdanan foi indicado por Lazarus para liderar as tropas de Khanduras no reino dos confins do Ocidente. Embora Lachdanan não concordasse com a necessidade do conflito que se aproximava, sentia-se comprometido por sua honra a apoiar a vontade do rei. Fora disso, muitos dos altos sacerdotes e oficiais foram forcados a viajar para o norte como emissários em incumbências de urgência diplomática. A artimanha desesperada de lazaro teve sucesso, mandando muitos dos conselheiros mais problemáticos do rei a morte certa…

Parte 18

A Escuridão de Tristram

A ausência de conselheiros suspeitosos e de sacerdotes inquiridores deixou Diablo livre para assumir controle total sobre a alma machucada do rei. Ao esforçar-se por fortalecer seu poder sobre o rei enlouquecido, o senhor do terror percebeu, no entanto, que o que sobrava do espírito de Leoric continuava a lutar contra ele. Embora o controle que Diablo exercesse sobre Leoric fosse formidável, o demônio sabia que em seu estado de fraqueza nunca poderia apossar-se por completo da alma do rei, enquanto permanecesse um vislumbre da sua vontade. O senhor dos demônios decidiu então procurar um novo e inocente hospedeiro para ocupá-lo com seu terror.

O demônio renunciou seu controle sobre Leoric, mas a alma do rei foi deixada corrompida e sua mente enlouquecida. Diablo começou a procurar por toda Khanduras um veiculo perfeito para agir como seu foco na realidade, e encontrou tal alma bem perto de seu alcance. Solicitado pelo seu mestre endemoniado, Lazaro sequestrou Albrecht o filho mais novo de Leoric e arrastou o jovem aterrorizado para dentro da escuridão do labirinto. Inundando a mente indefesa do menino com a essência do puro terror, Diablo facilmente apossou-se do jovem Albrecht.
Dor e fogo corriam através da alma da criança. Gargalhadas horríveis encheram sua cabeça e perturbaram seus pensamentos. Paralisado pelo medo, Albrecht sentiu a presença de Diablo em sua mente, à medida que ele parecia empurrá-lo para baixo, cada vez mais profundamente para dentro da escuridão e do esquecimento.

Diablo fitou os arredores através dos olhos do jovem príncipe. Uma fome de cobiça ainda torturava o demônio após seu combate frustrado para controlar Leoric, mas os pesadelos do menino proporcionavam lhe substancia suficiente para saciá-lo. Penetrando as entranhas do espírito de Albrecht, Diablo libertou os maiores medos da criança de seus esconderijos e deu-lhes vida.
Albrecht observava, como se fosse um sonho, formas torcidas e desfiguradas que apareciam a sua volta. Aparições profanas e contorcidas dançavam ao seu redor, cantando coros de obscenidades. Todos os monstros que ele jamais houvesse imaginado ou acreditado haver visto em sua vida materializaram-se a sua frente e ganharam vida. Corpos enormes compostos de rocha viva saíram das paredes e curvaram se diante do mestre das trevas. Os velhos cadáveres esqueléticos dos Horadrins levantaram-se de suas tumbas arcaicas e se arrastaram pelos corredores lavados de sangue a sua frente. À medida que a cacofonia de pesadelos e loucuras se preparava para desferir o ataque final contra a alma estilhaçada de Albrecht, os fantasmas e demônios sedentos de sangue criados por sua própria imaginação espalhavam-se e lutavam obsessivamente pelos longos corredores de um pesadelo acordado.

As antigas catacumbas dos Horadrins haviam se tornado um labirinto distorcido de terror bruto e concentrado. Energizadas pelo poder de Diablo sobre o jovem Albrecht, as criaturas imaginadas pelo próprio garoto ganhavam forma corporal. O terror que crescia dentro de Albrecht era tão grande, que as fronteiras do reino mortal começaram a se deformar e a se romper. Os fogos escaldantes começaram a penetrar no mundo dos homens e a criar raízes no labirinto. Seres e ocorrências deslocados no tempo e no espaço e há muito tempo perdidos na história do homem, foram resgatados e atraídos aos gritos para o domínio em constante expansão.

O corpo de Albrecht, completamente possuído por Diablo começou a se distorcer e mudar. O menininho crescia e seus olhos ardiam enquanto espinhos em forma de garras rasgavam a sua carne. Chifres grandes e curvos rompiam do crânio de Albrecht, conforme Diablo ia alterando as feições da criança para que elas se assemelhassem a de seu próprio corpo demoníaco. Nas profundezas dos recessos do labirinto, uma força crescente ia sendo efetivada. Quando o momento certo chegasse, Diablo se aventuraria uma vez mais pelo mundo mortal para liberar seus irmãos cativos, Baal e Mephisto. Os Males principais seriam reunidos e juntos reclamariam seu lugar de direito no inferno.


Parte 19

A queda do Rei Negro

A guerra contra os exércitos zelosos do reino dos Confins do Ocidente terminou em uma horrível carnificina. Com o exercito de Khanduras feito em pedaços devido à superioridade numérica e por causa das posições defensivas do reino dos Confins do Ocidente, Lachdanan reuniu rapidamente aqueles que ainda não haviam sido mortos ou capturados e ordenou que retrocedessem para a segurança de Khanduras. Ao retornar, eles encontraram a cidade de Tristam em ruínas.
O Rei Leoric, completamente submetido às garras da loucura, enfureceu-se quando soube do desaparecimento de seu filho. Após vasculhar o vilarejo com os poucos guardas que haviam permanecido com ele no monastério, Leoric decidiu que o povo da cidade havia sequestrado seu filho e o escondido em algum lugar. Embora o povo houvesse negado qualquer conhecimento sobre o paradeiro do príncipe Albrecht, Leoric insistia que eles haviam armado uma conspiração contra ele e que pagariam o preço por tal traição.

O misterioso desaparecimento do arcebispo Lazaro deixou o rei sem ninguém em quem pudesse confiar em Tristam. Tomado pela tristeza e pela demência, Leoric mandou executar muitas pessoas pelo crime de alta traição.

Quando Lachdanan e seus compatriotas sobreviventes retornaram para confrontar seu rei, Leoric enviou os poucos guardas restantes contra eles. Crendo que, de alguma forma, Lachdanan fazia parte da conspiração do povo da cidade, Leoric decretou que ele e seu grupo deveriam ser mortos. Ao perceber que não havia mais salvação para Leoric, Lachdanan ordenou que seus homens se defendessem. A batalha que se seguiu os levou ate os corredores do monastério em trevas, trazendo a profanação final do santuário antes sagrado dos Horadrins. Lachdanan obteve uma vitória amarga; seus homens foram forcados a matar todos os protetores enganados de Leoric. Eles encurralaram o Rei faminto dentro de seu próprio santuário, que simplesmente cuspiu em todos eles e os amaldiçoou como traidores de sua coroa e da luz.

Lachdanan andou vagarosamente em direção ao seu rei e, magoado, sacou a sua espada. Cheio de dor e de fúria, tendo jogado sua honra ao vento, Lachdanan atravessou sua lamina no coração murcho e enegrecido de Leoric. O rei, que um dia havia sido nobre, urrou um grito desumano de morte. Neste momento a loucura finalmente tomou conta do seu ser fazendo com que ele rogasse uma praga sobre aqueles que o haviam traído. Invocando as forças das trevas, que ele havia passado à vida inteira combatendo, Leoric condenou Lachdanan e os outros a danação eterna. Naquele ultimo momento fugaz, no coração do monastério, tudo o que um dia havia sido virtuoso e honrado entre os moradores de Khanduras fora para sempre destruído.


Parte 20

O Reinado de Diablo

O rei negro jazia sem vida, morto pelas mãos de seus próprios sacerdotes e cavaleiros. O jovem príncipe Albrecht continuava desaparecido e os orgulhosos defensores de Khanduras não mais existiam. O povo de Tristam olhou para a cidade sem vida e ficou muito consternado. Inundadas de sentimentos de alivio e de remorso, as pessoas logo perceberam que seus problemas haviam apenas começado. Luzes estranhas e misteriosas apareceram nas janelas sombrias do monastério. Criaturas disformes com pele de couro foram vistas aventurando-se para além das sombras da igreja. Gritos horríveis e lancinantes pareciam ser retardados pelo vento, emanando das profundezas subterrâneas. Ficou claro que algo completamente antinatural havia infestado aquela visão até então sagrada…

Os viajantes das estradas nos arredores de Tristam eram abordados por cavaleiros em longos mantos, que pareciam vagar constantemente pelos campos abandonados. Muitos aldeões fugiram de Tristram, indo para outras cidades ou reinos, com medo das maldições anônimas que pareciam espreitá-los das sombras que os cercaram por toda a parte. Os poucos que decidiram permanecer, raramente se aventuravam a sair à noite e nunca pisavam sobre o solo do monastério amaldiçoado. Rumores de pessoas pobres e inocentes sendo sequestradas no meio da noite por criaturas vis e demoníacas enchiam os corredores da hospedaria local. Sem rei, leis nem exercito para defendê-los, muitos aldeões começaram a temer um ataque dos seres que agora habitavam sob a sua cidade.

O arcebispo Lazarus, desgrenhado e em frangalhos, retornou de sua ausência e assegurou ao povo que ele também havia sido devastado pelo mal crescente do monastério. Com a necessidade desesperada de reconforto afetando o bom senso e o juízo dos aldeões, Lazarus os provocou ate transformá-los numa multidão frenética. Lembrando-os de que o príncipe Albrecht ainda não havia sido encontrado, Lazarus convenceu muitos homens a segui-lo até as profundezas do monastério para procurar pelo menino. Eles reuniram tochas e logo o ar noturno brilhava com a luz tremula da esperança. Armou-se com pás, picaretas e foices, e, preparados desta maneira, seguiram corajosamente o arcebispo traiçoeiro direto para as garras ardentes do inferno…

Os poucos que sobreviveram ao destino horroroso que os aguardava retornaram a Tristam e relataram o que puderam da experiência penosa. Suas feridas eram terríveis e ate mesmo as habilidades do curandeiro não puderam salvar alguns deles. À medida que as historias de diabos e demônios se espalhavam, um terror primitivo e sufocante começou a consumir os corações de todos os habitantes da cidade. Era um terror que nenhum deles jamais havia experimentado antes…

Nas profundezas sob os alicerces do monastério ruído, Diablo se regozijava com os medos dos mortais lá de cima. Devagar, ele se afundou novamente nas sombras acolhedoras e começou a fortalecer seu poder depauperado.
Envolto em trevas protetoras, ele sorriu para si mesmo, pois sabia que a hora da sua vitória final estava rapidamente se aproximando…
Editado pela última vez por Malthael em 08 November 2019, em um total de 2 vezes.
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